segunda-feira, 6 de julho de 2009

23 de Abril, o dia

Oito e meia da manhã e mais um dia, mais uma despedida difícil deixando importantes para trás e olhando em diante. Na viagem simples para o outro mundo, o desalento invade a camioneta e a viagem lentamente chega ao seu destino. Os nervos invadem-nos o estado psíquico. A comida entretêm as horinhas da barriga, mas não mata a fome. Os atrasos, são sempre mal vindos. Mas depois nada de isto importa, e só quem desta forma vive pode explicar. Qualquer saudação sem qualquer bem material, apenas com a vida vivida. Cada sorriso simples que vem da pessoa que menos esperamos. O auxílio do inimigo e a vontade de deixar marcas de valor no coração alheio. O vago que se preenche e a entreajuda que se multiplica. Tudo isto vale mais que qualquer vitória ou derrota, tudo isto é mais importante que ganhar ou perder. Já não é isso que vou lá fazer, o objectivo já o alcancei, e agora isso já não me basta. Seja qual for o meu resultado terei sempre na memória tudo o que vivi e nunca o esquecerei. Ficaram sempre guardados os resultados de medalha e aqueles que nem a tiveram, os resultados menos bons. Mas principalmente a hospitalidade de quem a desconhece ou a conhece demais para não a dar, todos os gestos e todos os sorrisos puro. Tudo isto foi muito importante. Por muitas injustiças, indiferenças, ou aquilo de mau que tenha havido, serão para sempre as Boas Recordações jamais esquecidas.

- E as ultimas palavras não existiram, como se não fosse ainda a hora, e nem no ultimo instante o sentido do real se perdeu e tudo continuou como se não fosse nada, e a única maneira de os deixar, foi com um sorriso.

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