Chegou numa ventania e fugiu como num disparo.
Chegou por entre nevoeiro, sorrateiro, e afastou-se. Não ouve tempo de amanhecer, mal o dia chegou a meio, fugiu. E viveu esses dias escondida de subterrâneo da vida. Agiu como se lhe fosse indiferente, mas não o era. Pensou de uma forma própria e sem acreditar, embora acreditá-se. Sonhou apenas no dia em que lhe pedi para sonhar; e amar, amar só amou na despedida, mas foi tarde. Já foi tudo difícil, o coração já batia como se fosse parar. O adeus padecia, os momentos queriam ficar, as palavras atrasavam-se para adiar a distância. A viagem chegou, a conversa parou, os olhares terminaram, os gestos sepultaram, a história acabou.

Poderei eu salvar esta vida?