sábado, 4 de abril de 2009

Partis-te





Virei costas ao vento e deixei-te virar a quina da rua, não te conseguia ver. A noite escura, tingia de preto o coração. Eu andava, a vida da cidade parecia alegre, não era rica, mas talvez esse espírito predomina-se. Os carros andavam com condutores que plantavam sorrisos e os homens dos cafés riam como se não houvesse amanha. Tudo isso já não me importava. A vida da cidade rebaixou-se e foi ao meu pensamento que tu chegas-te. As lágrimas caíram, foi a despedida mais difícil. As folhas levantavam-se do chão e voavam até mim, como se quisessem ajudar, uma pessoa por entre outra passava, olhava e ignorava.




Volta-me a sorrir!

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